quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Entre as expressões do sabor e comentários azedos de Arnaldo Jabor!!!













Lembro-me que quando criança apostava em chupar limão e não ter expressões na face, sempre perdia. As rugas no rosto evidenciavam meu descontentamento com o sabor azedo daquela fruta. Me perguntava: mesmo sabendo do que provavelmente aconteceria, porque continuava a apostar?

Essa mesma pergunta me veio ontem quando assistia no Jornal da Globo o comentário de Arnaldo Jabor (dublê de cineasta e jornalista) , mesmo sabendo da ardis demagogia suscitada em seus comentários, lá estava eu com a expressão facial de quem acabara de provar o limão.

O comentário dele era sobre a crise econômica e o discurso do presidente Lula na plataforma P-51, como sempre, sua abordagem revestida de um verniz neo-conservador adequado ao modelo neoliberal, hegemônica no jornalismo de mercado.

Começa dizendo o importante beneficio do Brasil com funcionamento da “bolha” que só por isso o governo se deu bem, que o governo FHC é que foi o verdadeiro responsável, garantindo a possibilidade do crescimento do Brasil no Governo Lula. E que este governo teve a sorte em contar essencialmente e exclusivamente com o pragmatismo de Meirelles e Palocci.

Ora, vejamos, a atual crise financeira mundial, que pode transformar-se em uma grande depressão econômica nos EUA, explicita o fracasso e o desastre da ideologia do livre mercado global descontrolado, obrigando o governo norte-americano, a desenvolver ações com o protagonismo estatal, esquecido desde os anos trinta.

Ao passo que o EUA fazia da sua economia um verdadeiro cassino, apostando no sucesso dos abutres especulativos do mercado, as grandes corporações, diagnosticadas como psicopatas pelos vários desastres atribuídos ao planeta e aos seres que aqui vivem, desde as guerras pelo petróleo, minérios, pela degradação ambiental e social. O Brasil ao contrário, atuava na contra mão do sistema neoliberal, mantendo as estatais sob o comando público, injetando razoável quantia de investimentos na área social e de infra-estrutura, e acima de tudo, com muito custo e muitas criticas, cumprindo metas de superávit e de juros, herança deixada com tamanha “incompetência” se é assim que podemos dizer, dos oito anos do governo tucano.

E é bom lembrar ao nosso Azedo Jabor, garoto de recados, a trapalhada das privatizações, que sustentaram as trapalhadas do governo anterior ao Lula, ou melhor dizendo, nem isso foi base de sustentação para FHC, pois as privatizações não fizeram baixar nossas dividas com o FMI, ao contrário.

Nosso comentarista, longe de sentir ou viver os problemas que afligi a população, tenta comentar com certo ar de autoridade sobre assuntos que a meu ver, são de extrema importância e estão ligados diretamente no cotidiano de quem sobrevive no Brasil. Aposto que se ele chupasse um limão a cada comentário idiota, lembraria o quão é azedo o sabor dos seus comentários.

Carlos Eduardo de Souza
Vice presidente PT-SC

2 comentários:

Maus disse...

O Arnaldo Jabor calado é um poeta, ele e o Diogo Mainardi. Pessoas detentoras do "livre" direito de expressão para informações errôneas e deturpadas, de acordo com os interesses de grupos que não concebem a idéia de uma melhoria da qualidade de vida e do social. Tem coisa a se fazer? Concordo! Mas a julgar a origem desses sujeitos, esse pela falida Rede Globo e aquele pela imparcialíssima Veja é fácil perceber o tipo de formador de opinião que o Brasil precisa, pessoas que sabem o que falar antes de começar a novela.

Esquerda Socialista disse...

Os civitas tem prazo de validade... e que seja essa nova geração que acabem com seus sonhos de escravizar mentes e corações...
Maus! conto com um texto xeu para nosso blog....
Abração