sexta-feira, 6 de março de 2009

Curso de Formação da ES foi um Sucesso

Nos dias 27,28 de fevereiro e dia 01 de março realizou-se em Florianópolis através da coordenação executiva da ES o curso de formação para dirigentes.

















O curso contou com a presença de professores universitários e dirigentes nacionais do partido.









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A programação tinha os seguintes pontos:

  • História de Santa Catarina;
  • Crise Economica;
  • Novos Movimentos Sociais;
  • Ecossocialismo;
  • História da América Latina;

Após o curso e conforme o planejamento da tendência a coordenação executiva da ES produzirá uma revista com os temas discutidos no curso. Uma vez por ano teremos esse curso para aprofundarmos e adquirirmos mais conhecimentos para nossa luta.

quarta-feira, 4 de março de 2009

É uma guerra de resistência, temos que segurar o manche e agüentar’, diz Maria Conceição Tavares

"Estamos diante de uma tempestade global. Não é apenas a violência que assusta; é, principalmente, o fato de que a sua origem financeira torna tudo absolutamente opaco no horizonte da economia internacional. Mente quem disser que sabe o que virá e quanto vai durar", diz, em entrevista à Carta Maior, 02-03-2003, Maria da Conceição Tavares.A economista, informa a Carta Maior, falará nesta quinta-feira no seminário promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Conceição abre nesse dia a primeira mesa de debates do Seminário Internacional sobre o Desenvolvimento que acontece em Brasília. Inaugurado oficialmente pelo Presidente Lula, o seminário internacional convocou duas dezenas de intelectuais, autoridades e lideranças - do Brasil e do exterior - para um balanço daquele que já é reconhecido como o maior colapso da história do capitalismo desde 1929. A TV Carta Maior transmitirá ao vivo os debates, com cobertura completa das mesas programadas para a quinta e sexta-feira.Eis a reportagem e a entrevista.Pela primeira vez na história, o Brasil enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas.“Veja bem”, diz Conceição quando perguntada sobre qual seria agora o foco principal de sua análise na exposição da quinta-feira, ”estamos diante de uma tempestade global. Não é apenas a violência que assusta; é, principalmente, o fato de que a sua origem financeira torna tudo absolutamente opaco no horizonte da economia internacional. Mente quem disser que sabe o que virá e quanto vai durar. Minha percepção mais clara é de que será uma guerra de resistência; e que o Brasil tem condições de segurar o manche, e agüentar”.Conceição não é propriamente uma poliana acostumada a distribuir cálices de bondades nos salões da política brasileira. Tampouco ganhou o respeito ecumênico que desfruta em círculos intelectuais e acadêmicos por irradiar otimismo panglossiano. A adversária temida e respeitada do conservadorismo nativo na verdade nunca poupou de sua metralhadora crítica nem o governo Lula, sobrertudo no primeiro mandato, quando a macroeconomia adotada pelo ex-ministro Antonio Palocci gozava unanimidade na mídia e no seu braço político-eleitoral, o tucanato.Um de seus ex-alunos diz que a garganta de Henrique Meirelles, o presidente do BC, ainda emite ganidos de dor quando a professora de 74 anos dardeja, sem piedade, a política monetária que dá ao Brasil o campeonato mundial de juro do planeta. “O que estou dizendo não é fruto de otimismo”, pontua essa admiradora confessa de Celso Furtado. “A luta será dura. Mas pela primeira vez na história, o Brasil enfrenta uma crise mundial sem ter que carregar o setor público nas costas. Isso é inédito: nesta crise o Estado não está afundado em dívida externa, para não dizer totalmente quebrado, como ocorreu nos anos 90. Significa mais do que não ter um peso morto; significa um Estado em condições de amparar o investimento, o emprego e o capital de giro da economia".A taxa de juro mais alta do mundo finalmente mostra para que serve: serve para ser corrigida agoraConceição brinca enquanto dispara sem dó: “Desta vez, temos ainda uma vantagem paradoxal; e aí devemos reconhecer o serviço prestado pela ortodoxia: há um enorme espaço macroeconômico para 'flexibilizar a política monetária’, como eles gostam de dizer”, ironiza a professora com um sorriso e aciona de novo o gatilho: “A taxa de juro mais alta do mundo finalmente mostra para que serve: serve para ser corrigida agora na crise. Basta que façam isso e o país já ganhará um substancial reforço na capacidade fiscal para implementar ações anti-cíclicas. Cada ponto a menos na taxa de juro reduz em uma dúzia de bilhões o custo da dívida pública”.A ex-deputada federal pelo PT listará no CDES algumas vantagens que distinguem o Estado brasileiro atual daquele pé-de-chumbo pró-ativo da era FHC, quando, ao contrário de hoje, ajudava a empurrar a economia para o buraco. Hoje, o governo tem fôlego financeiro suficiente para acionar a demanda e o investimento através de uma engrenagem de quatro patas: as políticas sociais; a nova política habitacional – que deve encomendar um milhão de unidades ao setor da construção civil; as obras do PAC – “que alavancam a conjuntura e corrigem as desigualdades da estrutura regional"; e as licitações da Petrobrás –“a Petrobrás, sozinha, meu filho, é uma nação; uma nação que nos dá auto-suficiência em óleo, o que não tínhamos nas outras crises; ao mesmo tempo mantém encomendas que podem sustentar faixas do parque industrial”.Mas, acima de tudo, a professora gosta de salientar uma diferença crucial em relação à carpintaria neoliberal dos anos 90, quando o Brasil bateu três vezes no guichê do FMI: “Hoje temos um tripé de bancos estatais revigorados, que cumprem papel estratégico reconhecido pela política econômica. Com o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal o Brasil pode, de fato, gerar contrapesos à contração do crédito internacional, propiciar capital de giro e investimentos com contrapartida de garantia de emprego. Basta ter determinação política”.Os dois maiores bancos dos EUA agonizam; baixas dessa magnitude não tivemos nem em 1929Conceição, porém, não minimiza as dificuldades dos dias que virão. “Sem dúvida o colapso financeiro internacional é dramaticamente mais sério que aquele de 29. A crise atual ainda não alcançou a proporção daquela, mas você tem o núcleo financeiro dos EUA carcomido, - veja bem”, pontua a professora didaticamente, “é o núcleo, os grandes bancos, não as franjas. Os maiores deles, o City e o Bank of América, praticamente agonizam. Baixas dessa magnitude não tivemos nem em 1929”, adverte com entonação diferente na voz.Conceição enxerga uma estatização branca em andamento no setor financeiro norte-americano; percepção corroborada pelo noticiário matinal da segunda-feira que informa um novo round na agonia da seguradora AIG. A maior seguradora do mundo ganhou o epíteto agora de maior prejuízo da história do capitalismo americano. Na segunda-feira, receberia nova transfusão de recursos do Tesouro, mais US$ 30 bi sobre anteriores US$ 150 bi que não bastaram para afastá-la da ladeira da liquidação.Conceição não considera que a política de socorro e mitigação pontual adotada por Obama seja suficiente para reverter a espiral que se espalha. “Ajuda pontual não permite ao governo intervir de fato nas instituições; os conselhos e acionistas mantém o comando; não deixam realizar prejuízos; a agonia se arrasta”. A conclusão que extrai dessa convergência entre colapso e hesitação ideológica é que teremos uma crise de longa duração, “uma guerra de resistência”. Conceição reporta ao exemplo japonês para justificar seu ceticismo. “Na crise do Japão, nos anos 90, o setor financeiro foi abalado; nunca se recuperou de fato. O resultado é o que estamos vendo hoje; a economia japonesa desaba porque não tem solidez na perna financeira. Sem essa perna fica muito difícil enxergar a luz no fim do túnel americano. A maior economia do planeta pode patinar por anos a fio”, vaticina.Minha dúvida é se a China, que até agora foi o grande comprador de títulos norte-americanos, continuará a fazê-loInúmeras incertezas se acumulam nesse horizonte de longo curso. Mas a principal delas, no entender de Maria da Conceição, argüi a sobrevivência da endogamia sino-americana que sustentou a expansão internacional pré-crise. “Sem crédito o capitalismo não sobrevive”, reitera a professora como que a martelar um avariável que não pode ser esquecida jamais pelos seus ouvintes. “A política norte-americana de socorro e mitigação gera déficits e desequilíbrios crescentes. Os EUA têm um poder quase ilimitado de emitir dívida para se financiar, mas é preciso que o mundo continue disposto a adquiri-la, como tem feito até aqui. Minha dúvida é se a China, que até agora foi o grande comprador de títulos do Tesouro, terá fôlego para sustentar esse papel”.Conceição não acredita que a China possa reciclar facilmente seu dínamo exportador para uma expansão calcada no mercado interno. “Eles já estão fazendo investimentos impressionantes na economia doméstica; não creio que exista espaço para ir além e assim compensar a perda inevitável do lado do comércio exterior. Daí a pergunta para a qual não tenho resposta: até quando terão condições de absorver títulos da dívida dos EUA?”O ativismo keynesiano de Obama ainda não marca a derrota definitiva do neoliberalismo; no Brasil isso será decidido em 2010A economista encerra com uma advertência política: “Nada do que estamos vendo configura, ainda, a derrota definitiva do neoliberalismo. É um passo. Mas não podemos festejar o defunto sob as ruínas dos mercados financeiros. O que vemos hoje é apenas luta pela sobrevivência; não há lugar para a ideologia na luta desesperada pela sobrevivência. O ativismo keynesiano de Obama, entre outros, é apenas isso, um recurso à mão, nada mais. Provavelmente, essa opacidade ideológica persistirá até 2010. No Brasil, então, será a hora da verdade. Serra se diz um desenvolvimentista - de boca, porque sua aliança preferencial é com os Democratas, cuja agenda dispensa apresentações. A sociedade brasileira terá que escolher o projeto e o arcabouço de valores para conduzir o país na reordenação pós-crise. Tomara que não recue” , conclui a professora Maria da Conceição Tavares.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Guerra, Gilmar Mendes, Rede Globo e MST



É notório que o mundo está cada vez mais vem rejeitando o confronto armado, mais especificamente a guerra. O exemplo foi à derrota de um presidente Estadunidense que teve sua ascensão a casa branca com o discurso bélico, sua saída é marcada com uma rejeição histórica e com a caracterização mundial do homem da guerra e a guerra como coisa ruim. Não foi somente ele o afetado pela rejeição, seu partido, Republicano (conservadores), aos poucos está diminuindo, junto à prática belicista de um Estado que se considera império, não quero com isso levantar expectativas em relação ao novo presidente e ao futuro daquele país, nem mesmo considerar que a guerra foi a única responsável pela derrota de Bush, mas, certamente foi primordial. É possível ver também as manifestações mundiais contra Israel por sua violenta ação em relação aos Palestinos, várias pessoas de vários países do mundo inteiro saíram às ruas para pedir o cessar fogo. Talvez se estivéssemos no início do século XX essa onda contra a guerra não teria muito eco, as pessoas, mais facilmente, aderiam aos discursos inflamados e nacionalistas de chefes de estados que em sua maioria apareciam com objetivos obscuros e colocavam nações contra nações.
O que quero dizer com isso, é que, a prática armada está na contramão de um sentimento mundial de ante-guerra, mas, não quero tapar o sol com a peneira.
Não é só a prática armada que tiram vidas, o superfaturamento de bancos, a falta de crédito, o repasse de verbas públicas ao setor privado sem garantias, o cassino do sistema financeiro, o desaceleramento da economia que é a conseqüência dos demais citados acima, a corrupção, o superávit primário, o enfraquecimento do Estado como tutor das políticas estratégicas e essenciais, o ataque frontal ao meio ambiente e recursos naturais, a perda de direitos do trabalhador. Talvez pudéssemos chamar tudo isso de neoliberalismo, mas, seria muito fácil culpar palavras, o importante é apontar quem direcionou e continua em maior ou menor escala direcionando os rumos do globo. As corporações multinacionais que inclui-se os banqueiros são responsáveis por uma série de assassinatos e crimes contra a humanidade, entre os maiores, a miserabilidade de bilhões da nossa espécie, agora, se dizem falidos, e precisam da mão daquele que eles tanto atacaram o ESTADO. Onde estão os responsáveis por todos esses crimes??? Presos???
Não!!! Estão recebendo dinheiro do contribuinte, ou seja, público, para continuar direcionando, em maior ou menor grau nossas vidas e nossos créditos.

A violência no campo não é novidade no Brasil, como não é novidade a grilagem de terra e também não é novidade a falta de reforma agrária mais contundente.
Nesses últimos dias, o MST fez uma série de ocupações, numa delas ouve confronto, morreram quatro capangas de fazendeiros.
É triste que isso tenha acontecido, afinal, quando um país perde vidas para a violência, todos nós perdemos.
O fato também nos leva a indagações, porque isso acontece? Como se chega a esse ponto?
A telinha (globo) tenta passar a imagem que isso tudo está relacionado a forma de agir do MST, ou seja, violento, sanguinário, lobo mau, Drácula, bicho papão, comunista (aquele que come criancinha) etc...
O MST, considerado mundialmente como um dos movimentos mais organizados e sensíveis com a causa da terra, surge no confronte e vivem em confrontos, quando se tem muita terra em poucas mãos e muitas mãos sem terra é óbvio que confrontos são inevitáveis, “e não sei por qual razão” a globo sempre omite essa informação e reduz a notícia ao “sanguinário” MST.
Vejamos! Se confrontos existem por causa do acúmulo de terra na mão de poucos, quem são os responsáveis pelo confronto? E infelizmente pelas mortes?
Sobre mortos, os trabalhadores rurais sem terra, sabem o quanto é dolorido a contagem daqueles que partiram de forma violenta, a diferença é que os responsáveis em sua maioria estão livres, e o que se divulga sobre o caso nem sempre é de acordo com o ocorrido, criando um sentimento de impunidade que gera cada vez mais violência.
Por essas e outras que o Ministro Gilmar Mendes a cada dia mostra sua cara e de que lado está.
Ao externar em cadeia nacional seu pensamento sobre o caso, fica evidente sua posição em avançar para a criminalização dos movimentos sociais, sem antes discutir os verdadeiros problemas que motivaram os fatos.
Ao querer pressionar o executivo para o cancelamento de repasse de verbas públicas para o movimento, sem antes discutir o mérito do assunto, evidencia que ainda em nosso país com raras exceções nossa justiça não é cega e tem lado.
Faltou o Ministro divulgar a quantia em bilhões que grandes proprietários de terras no Brasil ganham dos cofres públicos para manter suas propriedades, e com ela, muitas vezes, as condições dos trabalhadores que trabalham nessas terras.
Para acabar com a guerra no Campo, a justiça brasileira deveria ser séria em relação a reforma agrária, a mídia mais honesta com as reportagens, os donos de grandes propriedades menos insanos, o executivo mais rápido nessas questões, a população brasileira mais envolvida com esta causa com manifestações em favor da paz no campo com a profundidade que o assunto merece e o ministro Gilmar Mendes menos incompetente e mais imparcial.
Aliás, alguém ouviu falar de Daniel Dantas ultimamente???