sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A imparcialidade da RBS!!!!!!



O grupo RBS confirma a aquisição pela Gávea Investimentos de uma parcela de 12,64% do seu capital.

Esta matéria poderia simplesmente passar despercebida, não fosse pelo fato, de o sócio fundador da Gávea Investimentos, ser, ninguém mais que Armínio Fraga.

Armínio Fraga, ex-presidente do BC da Gestão FHC, (lembram dos altíssimos juros e da submissão ao FMI?) neoliberal convicto e membro da Casa das Garças, Instituto de Estudos de Política Econômica que reúne pensadores da elite brasileira.
Armínio Fraga atualmente é gerente de fundos de pensões, tais fundos que lhe possibilita ser mais um dos especuladores da economia brasileira, com o privilégio e status de ter sido comandante do BC brasileiro. Não satisfeito, agora quer ampliar o tucanato em investimentos nas áreas de comunicação.

Que o Grupo RBS tem inspirações ideológicas de direita ninguém tem dúvida, mas, seu discurso de imparcialidade cai por terra.

Imaginem se por acaso um ex-ministro do governo Lula e do PT, adquirisse parte das ações do grupo RBS! Em primeiro lugar, o que nós pensaríamos??? Em segundo, qual seria a ação dos adversários?
Provavelmente a ação dos adversários seria alardear aos quatro cantos, as mais falsas e rotineiras das acusações: a falta de liberdade da imprensa promovida pelo partido, ou ainda, a ditadura Stalinista que estaria entrando no Brasil pelas mãos do PT.

O mais interessante é a tentativa de Nelso Sirotsky, sócio majoritário do Grupo RBS, desvincular a compra efetuada em relação a posição ideológica das transações: “A entrada da Gávea não altera a nossa linha editorial e preserva os nossos princípios e valores como empresa de comunicação. Agora estamos ainda mais sólidos para continuarmos a garantir qualidade e inovação aos nossos públicos e anunciantes”

Cada vez mais se faz necessário a democratização dos meios de comunicação, o debate de imparcialidade já é uma grande lenda...

Carlos Eduardo de Souza
Coordenador da Esquerda Socialista

terça-feira, 14 de outubro de 2008

NOTA PÚBLICA SOBRE O SEGUNDO TURNO EM FLORIANÓPOLIS


O Partido dos Trabalhadores de Florianópolis apresentou, através da candidatura a prefeito do companheiro Nildomar Freire, o Nildão, uma série de propostas e soluções concretas e factíveis para nossa cidade. Pautamos nossa campanha pelo respeito com a população e, inclusive, com nossos adversários. Coerentes com nossa formação democrática, respeitamos os eleitores da nossa cidade, que escolheram outros dois postulantes para disputar o segundo turno. Salientamos que as propostas representadas no segundo turno estão muito distantes do que defende o PT para Florianópolis. Neste sentido, o partido não apóia nenhum dos postulantes e orienta os filiados, mandatários (as) ou não, a não se manifestarem publicamente a favor de nenhum dos candidatos, liberando a decisão pessoal e individual de voto. Conclamamos também nossos militantes e simpatizantes a se envolverem na luta concreta do dia-a-dia, através das diversas organizações e movimentos sociais, no debate sobre os rumos da nossa cidade. Da mesma forma que estaremos atentos, enquanto partido, nos espaços democráticos que ocupamos, para defender e preservar os interesses de Florianópolis e seus cidadãos.
Diretório Municipal de Florianópolis
13 de outubro de 2008.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

As provas são irrefutáveis



Mino Carta
Que diria o atento leitor, o cidadão honrado, ao ser informado que o supremo representante da Justiça brasileira compra terrenos de 2 milhões de reais por um quinto do valor? E que diria ao verificar que, ao aliar à atividade de magistrado a de empresário da educação, fecha contratos sem licitação para cursos diversos com entidades estatais as mais variadas, desde a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional até o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação? É de se supor que o cidadão em pauta ficaria entre atônito e espantado. A mídia nativa aposta porém em leitores rudes e ignaros, que não precisam, ou melhor, não podem e não devem conhecer situações do Brasil 2008 como as acima apontadas. Donde, que Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, aquele que chamou às falas o presidente da República, durma sonos tranqüilos a despeito do clamoroso conflito de interesses revelado pela magistral reportagem de Leandro Fortes, publicada na edição de CartaCapital da semana passada. A mídia nativa alimenta uma convicção terrível e, ao mesmo tempo, patética: não acontece aquilo que ela não noticia. Por quanto tempo ainda conseguirá enganar muitos cidadãos, por mais honrados e atentos? A verificar. Vale, em todo caso, citar o chamado ombudsman (ombudsman? Estaremos na Suécia?) da Folha de S.Paulo, na sua tentativa de explicar o silêncio do seu jornal em relação às revelações de CartaCapital. Pergunta-lhe diretamente um leitor por que ignorar fatos tão relevantes, sem deixar de recordar que o célebre grampo da conversa entre Mendes e o senador Demóstenes Torres, até hoje sem prova, teve ampla cobertura da Folha. Responde o ombudsman que, dependesse dele, ambos os assuntos não teriam registro, embora sustente que a reportagem de CartaCapital apenas se refere “a um possível conflito de interesses”. Possível? Escancarado, indigno de um país que se pretende democrático. Que esperar, no entanto, do ombudsman (esta palavra, insisto, me causa enormes perplexidades) de um jornal que, por exemplo, se esbaldou em casos como o do cartão corporativo da tapioca, enquanto enterrava rapidamente as informações sobre o relacionamento tucano com a Alstom. Seria demais exigir do solerte fâmulo que se perguntasse por que o próprio Gilmar Mendes, ao reagir contra CartaCapital, falasse em “pistolagem jornalística” em lugar de se dizer vítima de mentiras. Não diz porque as provas são contundentes, e um magistrado ao menos sabe disso. Agora sou eu quem pergunta aos meus pacientes botões qual seria a razão pela qual figuras como Gilmar Mendes, ou como Daniel Dantas, contam com o pronto amparo da mídia nativa. Arrisco-me a um palpite: antes de qualquer outro interesse eventualmente em jogo, trata-se talvez de exercer a proteção corporativa, pontual e inexorável entre aqueles que, de uma forma ou de outra, participam dos mesmos privilégios e os mantêm com a ferocidade necessária. Os donos do poder, dispostos a vender a alma para deixar as coisas como estão. Há, entre os próprios mestres chamados a transmitir seu saber no instituto de propriedade de Gilmar Mendes e mais dois sócios, quem se prontifique a enaltecer a qualidade dos cursos ali ministrados, em precipitada prática do vitupério. É o de menos. Demais é constatar a obediência à omertà por parte da mídia, a lei do silêncio imposta ao povo siciliano pela Máfia e aqui cumprida pelos senhores midiáticos. Diz Mendes, de quem supomos mais familiaridade com a lupara do que com a pistola, que CartaCapital serve às conveniências do diretor afastado da Abin, Paulo Lacerda. Pingos nos is. Lacerda, íntegro e competente policial, merece o maior respeito. Afastado injustamente, por obra das insuportáveis pressões do presidente do STF e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, já foi convidado a retornar ao cargo pelo presidente da República. Foi o reconhecimento tácito, mas explícito, do erro cometido ao dar ouvidos a dois prepotentes intérpretes da nossa Idade Média.